Engenheiro X eletricista: quem pode o quê?
- Rodrigo C. Pupo

- 13 de mai. de 2025
- 2 min de leitura
Quando escolhemos uma carreira profissional, sabemos das nossas atribuições. Em alguns casos a diferença é evidente. Sabemos que um médico não vai ao fórum para advogar, e um advogado não vai receitar antibióticos. Mas conforme a área de atuação, essas diferenças são mais implícitas. Por exemplo, um cardiologista não faz neurocirurgia, mas tanto ele como o neurocirurgião são médicos, e podem - dentro de limites definidos - intervir para salvar vidas. O que difere as atribuições de um e de outro é a especialização.
O mesmo ocorre com o engenheiro e o eletricista. Apesar de ambos terem formação na área elétrica, o engenheiro tem uma formação mais abrangente, sendo ele o responsável por projetar, calcular e dimensionar circuitos e componentes, assumindo inclusive responsabilidade legal em caso de qualquer anormalidade. O eletricista executa o projeto recebido do engenheiro.
Mas o que se tem visto - com uma frequência cada vez maior - são eletricistas fazendo alterações em projetos sem a orientação adequada, e sem critérios claros. Em alguns casos, as modificações são tantas que é necessário realizar um projeto reverso, conhecido como AS BUILT.
Além de ser um processo muito mais oneroso para o cliente - visto que o engenheiro precisará dedicar muito mais horas na identificação das modificações - o AS BUILT acarretar riscos de falhas nesse mapeamento, já que muitos pontos podem não ser anotados. Há ainda a responsabilização legal, pois é o engenheiro o responsável técnico pela obra.
Por isso, devemos entender até onde cada profissional pode ir. O engenheiro é responsável pelo projeto e dimensionamento das instalações e o eletricista pela sua execução. Em caso de dúvidas, o engenheiro sempre deve ser consultado antes de se realizar qualquer alteração.
Como podemos ver, ambos os profissionais são importantes, mas é necessário que cada um saiba suas atribuições e seus limites de atuação.
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